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Quem foi Garrincha?
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Pergunta difícil para responder em algumas palavras.

 Manoel Francisco dos Santos, mais conhecido como Mané Garrinha, foi um dos maiores gênios brasileiros.  Sua habilidade com a bola transcendeu o esporte, era arte em movimento.

O menino pobre de Pau Grande, um distrito de Magé, no estado do Rio de Janeiro, jamais imaginou que iria se tornar um dos maiores ídolos do nosso futebol.

O apelido foi dado por um dos seus 15 irmãos, em alusão à um pássaro da região que era caçado pelo jovem Manoel.

Um campo de Adversidades

A história de Mané Garrincha pode ser considerada uma verdadeira odisseia de um azarão. Mané já saiu atrás na nascença, o jogador tinha problemas congênitos que lhe renderam o apelido “O Anjo de Pernas Tortas”.

Mané tinha estrabismo em grau elevado, uma diferença de seis centímetros no comprimento das pernas, pelve desequilibrada, o joelho esquerdo verismo e o direito com valgismo.

Essa lista de condições médicas não o impediu de ser um dos maiores atletas de todos os tempos, fato inédito em qualquer tipo de esporte.

Sua condição não o abalava, na verdade, ele só se deu conta disso em 1953, com 19 anos, quando foi fazer seu teste no Botafogo. Ninguém ligou para o menino franzido das pernas tortas, até ele pegar na bola e mostrar sua genialidade.

Neste exato momento, todos presentem viam que estavam diante de um talento diferenciado. O jovem jogador já foi contratado para jogar no time profissional do clube.

Títulos e Carreira

Garrincha chegou jogando muita bola no Botafogo, mas não foi suficiente para alcançar um grande título nos primeiros quatro anos no clube. Essa realidade mudou em 1957, com a conquista do Campeonato Carioca, aonde Garrincha foi eleito o melhor jogador do certame.

Ele levou o Botafogo a outros dois títulos cariocas e diversos outros nacionais e internacionais, um total de 16 títulos em 12 anos no clube.

O atleta também jogou em outras equipes na sua carreira: Corinthians, Atlético Junior da Colômbia, Flamengo, Novo Hamburgo, Foot Ball Club Rio-Grandense e Olaria.

Copa do Mundo da Suécia – 1958

Sua primeira convocação para seleção brasileira veio em 1955, Garrincha ficou de fora da copa de 54.

Quando saiu a lista de convocação para a copa de 1958, Garrincha supreendentemente ficou de fora, mesmo atuando no time outras vezes.

A competição que iria mudar a história do nosso futebol teve Mané por um leve acaso, uma desistência em cima da hora acabou rendendo ao gênio do Botafogo sua tão sonhada vaga.

Ele começou a competição na Suécia, assim como Pelé, no banco de reservas. A titularidade dos maiores jogadores da história da nossa seleção foi rápida, e ambos, juntamente com Didi, foram os principais responsáveis pela conquista da nossa primeira Copa do Mundo.

Copa do Mundo do Chile – 1962

Diferente da Copa de 58, em 1962, Garrincha já era um atleta consagrado. Com a lesão de Pelé, sua responsabilidade aumentou. O garoto de Magé já crescido não desapontou e trouxe o bicampeonato para o Brasil.

Garrincha fez uma das melhores apresentações individuais de um atleta em todas histórias da Copa do Mundo. Além de entortar os melhores zagueiros do planeta, ficou com a vice artilharia e foi eleito o melhor jogador no Chile.

Final de Carreira

A final da carreira do Garrincha não foi alegre como seu futebol. Seus joelhos que tanto desconcertaram os adversários, estavam sendo seu próprio algoz. O atleta recebia diversas injeções no local, que resolvia a dor temporariamente, mas deixava sua condição cada vez mais crônica.

Sua mudança para o Corinthians não foi vista com bons olhos pelo jogador, ele indagou como um patrimônio poderia ser vendido.

O clube paulista tentou ajudar Garrincha com seu problema no joelho, o que não foi possível. Mesmo debilitado, ele fez boas partidas pelo “Timão”, apelido que veio na época que Garrincha jogava no clube.

A copa de 66 foi talvez o último ato do grande gênio sob os olhares do mundo, a atuação pífia da nossa seleção selou a ideia que Garrincha não tinha muito para dar ao futebol.

Sua carreira foi até 1972, passando por clubes pequenos e começando a mostrar seu problema com o alcoolismo.

O vício tirou o brilho do atleta nos últimos anos de sua existência, passados na sua maioria em sua terra natal.

Mané Garrincha acabou morrendo de complicações de sua dependência em 1983, com apenas 49 anos.

O final melancólico não apaga sua criatividade nem diminui seu legado, ficam na memória sua leveza e arte dentro das quatro linhas.

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