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A evolução das chuteiras ao passar dos anos
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A história desse equipamento fundamental ao futebol começa centenas de anos atrás. As primeiras chuteiras que se tem registro pertenceram ao Rei Henrique VIII da Inglaterra, que encomendou um par para seu guarda-roupa em 1526.

O Começo

Antes do ano de 1891, não existiam chuteiras, os jogadores usavam botas de trabalho nas partidas e treinos. Era muito duro se movimentar com aquele calçado pesado e desconfortável. Muitas dessas botas, para piorar para os jogadores, tinham reforço no dedão, ou uma placa de metal, o que causava lesões sérias quando dois jogadores se chocavam.

A ausência de travas, faziam deles calçados muito escorregadios, principalmente nos dias úmidos, muito comuns na Inglaterra.

Existia uma regra que proibia calçados com travas, mas foi revista em 1891.

Então, botas de trabalho foram substituídas por chuteiras de futebol de verdade, projetadas em couro para dar agilidade aos jogadores.

As primeiras chuteiras eram feitas de couro grosso e ainda eram bastante pesadas ​​(cerca de 0,5 kg secas e mais pesadas ​​se úmidas).

Século XX

O começo do século XX trouxe poucas mudanças para as chuteiras. As Guerras Mundiais e suas consequências deixaram pouco material para os designers. Outro fator que atrasou a evolução da chuteira foi que a maioria dos homens estava lutando, e não poderia jogar futebol.

 Durante este tempo, no entanto, Valsport e Gola eram as marcas mais vendidas e mais populares no mercado.

Após a Segunda Guerra Mundial, o mercado começou a prosperar novamente. Foi quando as chuteiras deram uma boa evoluída.  Novas tecnologias e pesquisas permitiram aos fabricantes desenvolver chuteiras mais leves e flexíveis.

Antes, o foco do produto era proteger o pé do atleta, mas depois dessa evolução, a agilidade ficou em primeiro lugar.

Uma grande mudança no design foi o abaixamento dos canos da chuteira, que pareciam mais com os modelos atuais, do que com as botas do começo do esporte.

As chuteiras de cano baixo faziam sucesso no sul da Europa e na América do Sul, onde as condições dos campos eram menos lamacentas do que na úmida e chuvosa Inglaterra.

A Revolução de 1950

1950 foi uma década importante na evolução das chuteiras. A Adidas lançou sua própria chuteira que vinha com travas de roscas removíveis. Os pinos eram de borracha ou plástico, e foram feitos especificamente para serem usados ​​em diferentes condições climáticas ou de campo. Finalmente, os atletas não precisavam mais ter dois pares de chuteira, apenas mudavam a trava de acordo com a situação.

As chuteiras foram ficando cada vez mais leves, mas nessa época o mercado começou a investir no visual dos calçados.

As chuteiras não eram só pretas, por volta dos anos 70 os designers começaram a experimentar cores diferentes.

Material de Fabricação

Os materiais e tecidos também passava por um período de experimentos e melhorias. Nesta época foi criado um dos modelos mais famoso até hoje, a Predator da Adidas. Esta chuteira tinha diversas partes emborrachadas, e foi sucesso mundial.

Na mesma época começou a fabricação de chuteiras assinadas por grandes craques do esporte, fenômeno que aumentava de forma absurda o número de pares vendidos.

Evolução das Solas

No final do século passado e no começo deste século, as chuteiras evoluíram ainda mais em termos de sola. A mudança ocorreu quando os fabricantes perceberam que os atletas precisavam de mais flexibilidade. As presilhas antigas que eram usadas para segurar as travas deixavam essas chuteiras muito rígidas.

A evolução permitiu que as solas suportassem melhor as travas, proporcionando maior flexibilidade e maior amplitude de movimento. Essa evolução foi feita pela maioria das marcas, mas a Adidas sempre saia na frente nessas inovações.

Tecnologias Atuais

A tecnologia de corte a laser permitiu a fabricação de chuteiras personalizadas para cada atleta. A personalização vai além do formato, os jogadores escolhem as cores, dizeres e colocam até o número da camisa nos calçados.

As travas também evoluíram. Hoje em dia são feitas com mais de uma lâmina para melhor aderência ao campo. Os pinos de borracha e plástico ainda estão disponíveis. Outro desenvolvimento tecnológico em curso é o uso de microchips e ferramentas de rastreamento. Os técnicos e treinadores vão poder acompanhar os movimentos e o desempenhos do jogador em um computador ou no smartphone.

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