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Veja tudo sobre o Brasileirão Feminino 2021
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O futebol feminino cresce a passos largos, mesmo com alguns fãs ainda torcendo o nariz para a modalidade. O futebol feminino foi proibido por lei durante 40 anos no Brasil, mas longe das amarras, está cada vez mais ganhando protagonismo.

A temporada do Campeonato Brasileiro de futebol feminino começou no último sábado, dia 17 de abril. 16 times participam do certame com a maior premiação do futebol feminino brasileiro.

Regra da Conmebol e CBF

Desde 2019, tanto a Conmebol, quanto a CBF, exigem que os times mantenham uma equipe feminina para poder participar de campeonatos como a Libertadores e o Brasileirão.

Isso acabou forçando os times a investirem na categoria. Na Série A1 do Brasileirão, a elite do futebol feminino no país, 7 dos 16 times participantes têm a sua equipe masculina na Série A.

Transmissão

O campeonato feminino também cresce na mídia, todos os jogos do certame serão transmitidos em TV aberta ou via internet.

A rede Bandeirantes detêm os direitos de transmissão dos jogos, mas não está sozinha nessa empreitada.

O canal da internet Os Desempedidos também fará algumas transmissões on line, e os jogos que não forem transmitidos em nenhum dos dois canais citados anteriormente, serão exibidos na CBF TV, canal oficial da entidade no MyCujoo.

Times

O Corinthians não vai ter vida fácil na hora de defender seu título na maior competição de futebol feminino do Brasil. São 16 equipes cada vez mais treinadas e evoluindo a cada jogo.

As principais ameaças ao bi do Timão são Avaí/Kindermann, Ferroviária, Santos e São José.

Vamos ver a lista completa das equipes da principal divisão?

Times Brasileiro Feminino 2021

  • Avaí/Kindermann
  • Bahia
  • Botafogo
  • Corinthians
  • Cruzeiro
  • Ferroviária
  • Flamengo
  • Grêmio
  • Internacional
  • Minas Brasília
  • Napoli-SC
  • Palmeiras
  • Real Brasília
  • Santos
  • São José
  • São Paulo

Formato Brasileiro Feminino 2021

O Brasileirão Feminino da série A tem um formato em duas fases.

A primeira em pontos corridos, quando os times se enfrentam entre si, em turno único.

Os oitos melhores se classificam para a fase final, e os quatro piores são rebaixados para a segunda divisão.

Fase Final

Na fase final, os times se enfrentam em um mata-mata, com jogos de ida e volta. Em caso de empate nos dois jogos, a classificação será disputada nos pênaltis.  

Os desafios do Futebol Feminino

O Blog do Manto FC conversou com a jornalista esportiva Thaís Karam sobre os desafios do futebol feminino no país. A Thaís é relações Públicas, Sócia, apresentadora e diretora de conteúdo da Trétis (@tretisoficial) e apresentadora do PIA Podcast (pia.podcast).

Foi representante do Athletico PR nas últimas duas edições da Copa do Brasil e participou como comentarista das transmissões dos jogos do Athletico PR na twitch do clube durante a reta final do último Brasileirão.

1- Qual o maior desafio do Campeonato Brasileiro Feminino?

Thaís: Não tem como citar um só, o futebol feminino no Brasil, por 40 anos, foi proibido por lei. Isso com certeza reflete tanto na tardia evolução técnica, quanto na falta de investimento da modalidade. Vencer as consequências desse histórico com certeza é um desafio enorme, que leva tempo, mas junto com isso ainda precisamos enfrentar uma sociedade atual com conceitos machistas muito enraizados, que acabam atrasando ainda mais o desenvolvimento do futebol feminino no país.

2- O que você acha que mudou no futebol feminino brasileiro nos últimos anos?

Thaís: Muita coisa! Ainda bem! Na última copa do mundo tivemos a transmissão dos jogos em grandes emissoras, isso é muito positivo em termos de visibilidade e monetização do esporte, além disso a regra da Commebol que obriga os clubes participantes, na modalidade masculina, da Libertadores a terem um time feminino disputando o campeonato nacional, impulsionou o crescimento e o investimento no futebol feminino. Hoje temos um campeonato brasileiro muito mais competitivo, um mercado de transferência mais aquecido, muito mais interesse da mídia em cobrir e televisionar os jogos, ainda há um longo caminho, mas pelo menos estamos nele!

3- Quais jogadoras você destacaria para o pessoal ficar de olho em 2021?

Thaís: Um pouco cedo para dizer, tivemos apenas uma rodada do brasileirão a1 e o a2 nem começou ainda, mas eu vou destacar aqui as campeãs da libertadores pela Ferroviária: Chu (que hoje está no Palmeiras), a Sochor e a goleira Luciana, além delas vale olhar para a Gabi Nunes do Corinthians e pra Bia Zaneratto do Palmeiras que joga muito e não é novidade pra ninguém.

Olhando um pouco para o A2 e com uma pequena dose de clubismo meu, acredito que vale a pena olhar para o trabalho da Rosana, a ex-jogadora da seleção brasileira que participou de 4 copas do mundo, 4 olimpíadas, acumulou mais de 20 títulos entre eles medalha olímpica, Champions League, Brasileiro e Libertadores, hoje é a Técnica do Athletico Paranaense, que irá estrear no Brasileirão em maio.

4- Qual a melhor forma de monetizar o futebol feminino no Brasil?

Thaís: Com visibilidade e apostando no futuro. Um dos grandes acontecimentos do futebol Feminino está sendo a transmissão dos jogos pelo canal do YouTube do Desimpedidos, que é um dos maiores canais de conteúdo de futebol do mundo, como o futebol feminino é “algo novo” acho que a aposta em novas plataformas pode vir a calhar muito bem. Com mais visibilidade, mais audiência, com mais audiência, mais interesse das marcas, com mais interesse das marcas, mais investimentos, com mais investimentos, mais desenvolvimento técnico e crescimento da modalidade, com tudo isso, mais visibilidade e assim a engrenagem roda.

E vocês galera, também vão assistir ao Brasileirão Feminino?

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