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Roberto Carlos e Cafu – os laterais mágicos que o Brasil tem saudades
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O Brasil tem 8.516.000 km² de área total. Roberto Carlos e Cafu nasceram apenas 400 km de distância um do outro.

Estavam eles predestinados a escrever uma história juntos?

Poição de Lateral

A posição de lateral, convenhamos, não é mais buscada dentro do futebol. Dificilmente você vê uma criança, ou um jovem jogador, que diz que quer ser lateral. E mais raro ainda, é o jogador que nasce predestinado para esta posição. Normalmente, é uma soma de talentos que o leva a jogar na lateral.

Jack Charlton, campeão da Copa de 66 pela Inglaterra, e uma das figuras mais conhecidas do futebol britânico, uma vez disse que os laterais são as peças mais importantes do campo. Não foi levado a sério. Mas se formos ver o histórico das Copas do Mundo; diversas vezes o time campeão tinhas os melhores na posição.

Isso aconteceu com Jorginho e Branco para o Brasil em 1994; Lilian Thuram e Bixente Lizarazu pela França em 1998; Cafu e Roberto Carlos em 2002; e Gianluca Zambrotta e Fabio Grosso para a Itália.

Lacuna livre foi aproveitada com a invenção da posição

Esta posição nasceu da necessidade de fazer mais gols, mas principalmente de uma lacuna no campo que não era usada antes.

O Brasil pode ter sido o pioneiro nesta posição, usando a lateral do campo com esplendor na Copa de 1958. Mas a dupla Cafu e Roberto, atingiram o auge da função.

Eles eram mestres na sobreposição. Um meia seguraria a bola para eles poderem avançar e sair na cara do gol, ou até fazer uma assistência para um dos atacantes.

A dupla de laterais da seleção era marcada por vigor e resistência, assim como muita classe.  Um time para poder liberar seus laterais para diversas subidas deve ser muito bem estruturado. Pois sempre vai haver uma lacuna com seu lateral ao ataque.

Cafu, o eterno capitão

Cafu jogava mais como ponta no começo da carreira, foi o mestre Telê Santana que o fez incorporar também uma posição defensiva junto com suas habilidades no ataque. A transição não foi fácil, mas essa dupla atividade o levou a três finais de Copa do Mundo, feito jamais conquistado por outro jogador.

Cafu não chamava tanta atenção como Roberto Carlos, mas recompensava na consistência.

O chute de uma tonelada

Roberto Carlos é tão lembrado pela sua atuação na seleção, quanto pela sua longa carreira no Real Madrid. Além de ganhar quase todos os títulos e prêmio que um jogador pode sonhar; ele também foi amplamente aclamado como o melhor lateral-esquerdo vivo durante sua carreira no Real Madrid.

Esta afirmação tem ainda mais valor se lembrarmos que Paolo Maldini era outro gigante da posição na época. Ambos habilidosos, mas apenas Roberto tinha aquela turbina nas coxas que assustava qualquer goleiro e dava pesadelos aos jogadores da barreira.

Copa do Penta

A Copa de 2002 foi a chance de o mundo todo ver o que estes dois laterais podiam fazer jogando juntos.

Durante todo o torneio, a dupla deixou sua marca e causou reboliço nas defesas adversárias. Mesmo desempenhando funções mais ofensivas, os dois foram extremamente importantes na defesa do Brasil.

 Ambos os craques foram profissionais e decisivos. Quem não lembra a cobrança de falta de Roberto Carlos contra a China, ou a apresentação de gala de Cafu na grande final contra a Alemanha?

O show dos dois foi coroado com a taça, que foi levantada bravamente pelo capitão Cafu. Uma imagem que marcou gerações.

Vocês também têm saudades dessa dupla na nossa seleção?

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